domingo, 3 de agosto de 2008
Limpeza étnica
És um homem ou um rato?
És um homem ou um rato?
E o tal individuo que nós julgávamos senhor de si, perante esta simples pergunta responde:
- Sou um ratinho do campo, bem pequenino:
É assim que nós somos, incapazes de enfrentar os nossos obstáculos, de enfrentar todos aqueles que não gostamos. Nós, almas errantes, fontes de puro ódio, preferimos a mais injusta das guerras do que a paz. Porque será, pergunto eu jovem ignorante, que sou "pequeno" demais para que reparem em mim, tanto que eu desejava sentir energia pura de bondade quando dou um simples aperto de mão a um colega, a um conhecido. Apetece-me gritar bem alto para todo o mundo me ouvir, e dizer, sejam honestos, parem de ser hipócritas, e tenham coragem de dizer na cara uns dos outros, odeio-te, não posso contigo, dão-me náuseas quando respiro o mesmo ar que tu, quando piso as mesmas pedras da calçada, e não sejam falsos.
Mas não, preferimos enrolar os bigodes como faria o pequeno ratinho, e dizer "olá estás bom?", "queres ir beber um café?", quando a nossa vontade era de dar-lhe um saco de "veneno". As pessoas hoje em dia falam pouco, muito pouco, já para não dizer praticamente nada. Mas basta alguém chegar junto de nós e dizer: - "aquele gajo não vale mesmo nada", e pronto, Deus falou, não vale a pena o rapaz ser simpático pois já caminha com a cruz às costas. É triste mas é assim, o dia-a-dia dos pequenos ratinhos, que coabitam na nossa reles sociedade.
Mas também existem outras espécies, as ratazanas, pessoas reles que gostam de espezinhar os ratinhos que andam à sua volta e que se limitam a tentar não atrapalhar, e se esquecem que muitos ratinhos juntos fazem um rato muito grande. Mas em que canto do cérebro das pessoas ficou escondida a palavra união?
Lembro-me de uma frase que dizia "O povo unido jamais será vencido". Mas para que isso seja assim primeiro temos que encontrar o povo, e depois a união."Libertaste-me mas o destino humano é ser escravo."
(...)
Mestre, que é feito de ti nesta forma de vida?
(...)
Ergo as mãos para ti, que estás longe, tão longe de mim!
Meu mestre e meu guia!
A quem nenhuma coisa feriu, nem doeu, nem perturbou,
Seguro como um sol fazendo o seu dia involuntariamente,
Natural como um dia mostrando tudo,
Meu mestre, meu coração não aprendeu a tua serenidade.
Meu coração não aprendeu nada.
Meu coração não é nada.
Meu coração está perdido.
(...)
Feliz o homem marçano,
Que tem a sua tarefa quotidiana normal, tão leve ainda que pesada ,
Que tem a sua vida usual,
Para quem o prazer é prazer e o recreio é recreio,
Que dorme sono,
Que come comida.
Que bebe bebida e por isso tem alegria.
A calma que tinhas deste-ma, e foi-me inquietação.
Libertaste-me mas o destino humano é ser escravo.
Acordaste-me, mas o sentido do ser humano é dormir.
Fernando Pessoa
Alentejano
http://www.youtube.com/watch?v=k3PFCa-jqQA&eurl=http://sol.sapo.pt/blogs/contracorrente/archive/2008/04/09/O-ALENTEJANO.aspx
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Polícias sem alma...
Só existe um momento em que o são, quando se ouve uma comunicação a dizer "colega em apuros", aí nem que caia o Carmo e a Trindade, podemos ter 20 000 elementos, mas todos se transformam numa espécie de irmãos e convergem todos na mesma direcção.
Mas de resto cada um puxa a brasa à sua sardinha, e olha para o seu umbigo e nada mais.É triste mas é a realidade, os polícias não sabem a força que têm, não sabem jogar em equipa, por muita pena que eu tenha.
Cabe esse trabalho aos sindicatos, mas esses, dentro da sua capela, já puxa cada um para seu lado, quanto mais fora, praticam muitas das vezes uma modalidade cega de dizer mal uns dos outros, triste muito triste...
Vamos mudar isto, e senão estamos contentes com quem está à frente dos sindicatos, vamos para lá nós, não basta dizer mal.
Temos as assembleias gerais para expressar o nosso descontentamento, não fiquem em casa, o sindicato precisa de nós!
Existem elementos que dizem que não se sindicalizam porque existem muitos sindicatos, desculpa mais esfarrapada. São forretas, isso é que é a mais pura das realidades. Gastam centenas de euros em jogos para a playstation e para o pc, e não dão 5 ou 6 euros para a quota do sindicato. Devia ser obrigatório para todos os elementos serem sindicalizados, não pelos sindicatos mas, para sua própria protecção.
sábado, 5 de julho de 2008
Consumo interno...
Eu sinto que chegou o meu momento de começar a escrever e nunca mais parar, mas como em muitas coisas a família deve fazer parte desse momento, pois se vamos fazer a obra e se juntarmos a arte, ai sai uma obra de arte.
Esse livro será como mais um pilar nas nossas vidas, um pilar literário.
Muitas famílias desaparecem e nada fica sobre elas, assim ficam as palavras embebidas no amor que as uniu, os nomes os sorrisos as lágrimas, nada mais lindo do que saber descrever uma lágrima e o seu aspecto cristalino, ou um choro, deixando transparecer a magoa que penetrou dentro de um corpo vulnerável às pancadas da vida, às falsas amizades, aos falsos olhares.Existe alguém que consiga descrever uma verdadeira amizade, sem escrever no mínimo 200 páginas. Eu digo 200 porque só para descrever a palavra amizade são precisas pelo menos 100.
Por isso dizemos nós quando nos damos com alguém "tenho um vizinho, tenho um colega de trabalho ou do ginásio, com o qual costumo sair", temos medo de prenunciar a palavra amigo.Mas não pelo dizer, mas sim pela mágoa, pela dor de um dia o perder.
Por isso escrevam e pelo menos no vosso livro esse amigo nunca foge nunca os engana e estará sempre onde nós desejamos que ele esteja.


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